Pequim: Roteiro de 10 dias

Visitei Beijing a convite de uma amiga que morava lá e com ela tive belas dicas. Em linhas gerais, de acordo com o número de dias disponíveis, recomendaria “pinçar” os pontos de interesse a partir das seguintes programações:

Dia 1:

Reservaria o primeiro dia para ir ao ponto mais central da cidade, a Arrow gate, marco zero das estradas chinesas, localizada na parte sul da praça da Paz Celestial (Tiananmen). Nesta praça emblemática, está o mausoléu de Mao Tsé Tung, (sempre com filas desde as 5 da manhã, pois a entrada para visitação acontece somente entre as 8 e 9hs), o Monumento aos heróis nacionais, o Parlamento Chinês e o Museu Nacional. A visita a este museu é recomendada para quem quiser conhecer um pouco mais da cultura e história do país, mas não neste primeiro dia: a prioridade aqui deve ser para os próximos passos: a Cidade Proibida e o Parque Zhogsan. Nas cercanias da praça, há também a Ópera de Beijing (“the Egg”). Fica a dica de se pesquisar a programação para assistir um espetáculo lá à noite.

Ao norte da Praça, está a Cidade Proibida.(Patrimônio da Humanidade). Construída entre 1406 e 1420 na Dinastia Ming, foi a residência oficial de 24 Imperadores e lá só se entrava com permissão do Imperador. Daí o nome! Só em 1949 o público teve acesso ao seu interior. È extremamente bem preservada, composta por aproximadamente 900 construções entre palácios, pagodes, etc. Infelizmente não podemos entrar nos ambientes: os turistas se acotovelam diante das portas e janelas para apreciar os interiores. Não ir na alta estação é uma boa dica!

A simetria, a delicadeza e o belíssimo colorido com ênfase no vermelho são características marcantes. Símbolos como os leões de bronze – que representavam o poder e a dignidade do Imperador – só podiam ser usados em ambientes imperiais. Nos telhados, pequenos animais espantam os maus espíritos. Interessante notar em várias casas chinesas a necessidade de se pular pequenas estacas de madeira para se entrar nelas: proteção contra os maus espíritos também…

Há inúmeros pavilhões como o da Harmonia Suprema, o da Pureza Celestial e o da Preservação da Harmonia, cada um com sua função específica no dia a dia Imperial. Coleções de cerâmicas, cloisonnés, instrumentos musicais, relógios e objetos de jade enchem os olhos dos visitantes!

Quatro ou cinco horas passam voando nesta visita! Além da área ser enorme, há muito a se apreciar!

A saída Norte da Cidade Proibida aponta para o belíssimo Parque Jing Shan (Patrimônio da Humanidade). Nele há uma colina com seguidos pagodes, sendo o do topo, o Pavilhão Wansheng, um local ideal para tirar maravilhosas fotos do complexo Imperial e da cidade como um todo. Como este parque é lindo e bastante grande, recomendo deixá-lo para o próximo dia e visitaria outro parque, o Zhogsan, ao lado esquerdo da Cidade Proibida e também a Rua Chichahai, também perto, com lojinhas interessantes.

Dia 2:

Parque Jing Shan e parque Bei Hai Park, logo ao lado, com seus belos pavilhões e templos, além do famoso “Pagode Branco”, no alto de uma colina. Outra dica maravilhosa, Patrimônio da Humanidade também. Aproveitaria esse passeio para andar de tuk tuk, passando pelos antigos Hutongs, bairros habitacionais tradicionais de lá e visitaria as Torres do Tambor e do Sino. A beira do grande lago deste parque é repleta de restaurantes e barzinhos. Fica a dica de ir ao restaurante Nuage, cujas cadeiras imitam tuk tuks.

Restaurante Nuage: No.22 Qianhai Lake East Bank, Xicheng District, Pequim 100009, China

+86 10 6401 9581
Dia 3:

Muralha da China .(Patrimônio da Humanidade) – Construída durante várias dinastias a partir de 220aC com o objetivo de proteger o Império chinês contra invasões de mongóis e de demais inimigos. Um colosso com mais de 8 mil km que se bifurcam para enganar os inimigos.

A muralha pode ser visitada por diferentes partes: Badaling é a mais próxima de Beijing e, por isso mesmo, fica cheíssima. Elegi a parte de Mutianyu, a 75km da cidade, bem mais tranquila! Tratei um guia com carro, o que normalmente pode ser feito com ajuda do hotel, por um preço que achei compensador. Recomenda-se sempre ir cedo e evitar os finais de semana e feriados para ter tranquilidade na visita. Minha viagem ocorreu em Março, no início do primavera, com um frio agradável, de forma que pude andar bastante sem o desconforto do sol de verão. Fiquei emocionada com esse passeio. Me senti em um livro de história! No meio da tarde já se está de volta à cidade, podendo-se ir a um parque ou às compras para aproveitar o restante do dia.

Para jantar, sugiro conhecer o restaurante HUA’S para comer o melhor pato laqueado da cidade!! Fomos duas vezes lá! Simplesmente delicioso!!

 

Dia 4:

Quarto diaPalácio de Verão, Yiheyuan, (Patrimônio da Humanidade) a noroeste da cidade, refúgio da Imperatriz Cixi contra o confinamento e o calor da Cidade Proibida no verão. Há belos jardins, lago com pedalinhos, templos, pontes e palácios. Visita deliciosa, dá para passar o dia aqui. E é facilmente acessado por metrô.

A 4 estações de metrô dali está o Zoológico de Beijing, onde quis ir em seguida para ver pandas! Gostei! O Zoo fica localizado no  Xicheng District.

Zoological Park abre todos os dias do ano. Horário de funcionamento:

  • Na temporada de verão de 1 de Abril até 31 de Outubro – das 07h30 às 18h00. Panda House está aberto neste momento com 08-18,00.
  • No inverno, a partir de 1 novembro – 31 março – das 07h30 até às 17h00. Pandas gigantes pode ser visto de 08.00 a 17.00

Preço no verão 15 yuan, no inverno – 10 yuan. A entrada para a casa de panda é de 5 yuan.
Para um bilhete para entrada do aquário só tem que pagar 110 yuan para adultos e 60 – sobre a criança.
Dica: compre um bilhete completo para visitar o zoológico, o aquário e da Câmara dos pandas. Ele custa 120 yuan para um adulto, e 60 – para a criança.

 

Dia 5:

Templo do Céu (Patrimônio da Humanidade), maior complexo de templos taoistas da China. Os Imperadores iam lá para rezar e fazer sacrifícios. Está localizado ao sul da Cidade Proibida, dentro de um amplo e belíssimo parque urbano, o Tiantan. Pela manhã, cedinho, os idosos chineses lotam esse e outros os belos parques para cantar, tocar instrumentos diferentes, jogar o popular Mahjong, dançar, se exercitar, se relacionar, viver! Ver isso de perto é um espetáculo à parte! E há também os grupos (grandes!!) de idosos que se reunem com fotos e “curriculuns” de seus filhos para arranjar casamento para eles! Verdadeiras feiras casamenteiras!

Que tal dedicar o resto deste dia às comprinhas? Bem perto do Templo do Céu está o Pearl market, um shopping Center repleto de lojas de pérolas, joias e bijouterias! Isso sem falar nos lindos lenços de bambu com seda de todas as cores por 2 ou 3 euros cada, bolsas e roupas de marcas conhecidas que, juram os chineses, são todas verdadeiras!

Dia 6:

Templo dos Lamas, maior templo de Budismo tibetano em Beijing, construído em 1694 como residência de um Príncipe e transformado em 1744 em Templo. Na realidade trata-se de 7 Templos, simétricos e enfileirados, com a visitação seguindo do sul para o norte, “da terra ao paraíso”! Em cada Templo, Buda se apresenta em formas diferentes, tendo, nas laterais, os guardiões do norte, sul, leste e oeste. Os chineses acendem incensos, dando uma enorme sensação de paz neste local! Imperdível!

A 500 m dali está o Templo de Confúcio – O Confucionismo, filosofia chinesa que prega responsabilidade e moralidade das pessoas e que tem máximas conhecidas de todos como “Não faça aos outros o que não queres que façam a ti” mudou o sistema educacional da China. É uma visita bastante interessante, que leva a conhecer mais sobre a vida e obra deste célebre pensador chinês. Logo ao lado está o Colégio Imperial, com pedras onde estão inúmeros escritos dos discípulos de Confúcio. É também uma bela construção em local agradável, valendo a visita!

A noite pode ser dedicada à “Rua de espetinhos” – Wangfujing Snack St, em uma região de muito comércio, com diversas lojinhas e barraquinhas de espetinhos de todos os insetos que se possa imaginar (socorro!!!), mas também com lojonas de marcas ocidentais conhecidas, que atendem a todos os bolsos.

Dia 7:

 798 Art District – Que tal um dia dedicado à arte e modernidade? O 798 Art District é uma antiga fábrica que se transformou em 2001 em um gigantesco centro de arte contemporânea chinesa. Há diversos ateliers, lojinhas, bares, cafés e restaurantes. Muito legal!

Perto dali está uma área moderna de Beijing, Sanlitun Village, com muitas lojonas e restaurantes. Recomendo conhecer o restaurante Element Fresh que aliás tem várias filiais na cidade, com pegada contemporânea e ótima comida!

Dias 8 e 9:

Uma dica é tratar um tour para visitar a cidade de Xi’an, famosa pelo Exército de terracota, mas com várias outras atrações entre museus, belezas naturais e bons restaurantes. Pode-se ir da Beijing para lá de trem ou de avião, mas sempre considerando dedicar 2 dias inteiros a este passeio. É um dos destinos turísticos mais populares de toda a China.

Dia 10:

 Este dia pode ser dedicado a visitar os túmulos imperiais das Dinastias Ming e Qing, (Patrimônio da Humanidade), passando pela rua Qianmen, que liga os à Praça da Paz Celestial, onde vale visitar o Museu Nacional. Ou a visitar as instalações Olímpicas, se for realmente de interesse.

Em resumo: Beijing é um destino riquíssimo em história e cultura, que vale ser conhecido com calma, pois há muito a se conhecer e apreciar. Espero ter colaborado com eu planejamento! Boa viagem!!

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